Os ratings soberanos de Portugal recuperaram-se de forma notável: a S&P mantém A+, a Fitch A e a Moody's A3, todas com viés positivo. A trajetória de upgrades, sustentada por dívida em queda e orçamentos equilibrados, transformou o país de candidato a resgate, há uma década, em referência de consolidação fiscal na zona do euro.
A trajetória de upgrades.
A tese: Portugal vive a trajetória de rating mais positiva da zona do euro. As perspectivas positivas sinalizam que a faixa A pode subir ainda mais, em contraste com o resto do mundo desenvolvido, onde os ratings caem.
Fonte · Sigma Research Desk · bandas de probabilidade calibradas, cenário-base: Positivo.
Disciplina e crescimento.
Dívida em queda, orçamento equilibrado, crescimento sólido e estabilidade política sustentam os upgrades. Esses pilares colocam Portugal num caminho oposto ao de EUA, França e Reino Unido, cujos ratings se deterioram.
Os ratings.
| Agência | Rating | Grau | Perspectiva |
|---|---|---|---|
| Moody's | A3 | Grau de investimento | Positiva |
| S&P | A+ | Grau de investimento | Positiva |
| Fitch | A | Grau de investimento | Positiva |
| OT 10 anos | ~3,5% | Spread baixo vs core | - |
Perspectiva positiva nas três agências é raro hoje no mundo desenvolvido. Portugal é um dos poucos soberanos com viés de melhoria, não de deterioração.
O que o rating significa.
A faixa A com perspectiva positiva reduz o custo de financiamento e abre Portugal a mandatos de grau de investimento mais amplos. Para o investidor, é crédito soberano em melhoria, com spread que ainda pode comprimir.
O rating em três cenários.
O que a mesa faz com isso.
- 01Tratar Portugal como soberano com viés de melhoria, não de deterioração.
- 02Aproveitar a faixa A com perspectiva positiva como crédito de qualidade.
- 03Acompanhar ações das agências como gatilho de spread.
- 04Ver disciplina e crescimento como base dos upgrades.
- 05Reconhecer o contraste com a deterioração dos grandes desenvolvidos.
Instituto Nacional de Estatística (INE) - PIB, CPI e emprego; Banco de Portugal - contas externas e dívida; Eurostat - inflação e comparações da zona do euro; Banco Central Europeu (BCE) - taxas de juro e política monetária; Euronext Lisboa - PSI e mercado acionário; Conselho de Finanças Públicas (CFP) - projeções fiscais; Moody's, S&P e Fitch - ratings soberanos. Estimativas e bandas de probabilidade do Sigma Research Desk, revisadas a cada fechamento. Distribuição institucional. Este material não constitui recomendação de investimento individual.